Proteções Coletivas

O que são as proteções coletivas?

As proteções coletivas no caso dos trabalhos em altura são sistemas, como corrimões, passarelas ou outro tipo de plataformas de trabalho, que servem para impedir quedas e que, em definitiva, evitam o uso de EPI específicos contra quedas.

Por que montar proteções coletivas?

Segundo estabelecem as normas aplicáveis, o uso das proteções coletivas prevalece sobre as proteções individuais.

A Lei de Prevenção de Riscos Laborais 31/1.995 estabelece expressamente a prioridade da utilização de proteções coletivas face às proteções individuais:

  • A alínea h) do artigo 15 especifica que “o empresário deverá adotar medidas que anteponham as proteções coletivas às individuais”.
  • Por sua vez, o artigo 17 estabelece que “os equipamentos de proteção individual deverão utilizar-se apenas quando os riscos não se possam evitar ou não se possam limitar suficientemente por meios técnicos de proteção coletiva ou mediante medidas, métodos ou procedimentos de organização do trabalho.”
Normativa

Existem várias normativas e regulamentos sobre as proteções coletivas.

Classes

Existem muitos tipos diferentes de proteções coletivas.

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Corrimões

Que norma se aplica?

Existe uma grande confusão no que respeita aos regulamentos a aplicar sobre corrimões.

A nível normativo, não é o mesmo:

  • Um corrimão para trabalhos de manutenção em meios industriais,
  • Um corrimão colocado num edifício de utilização pública.
  • Um corrimão que se monta para impedir de passagem numa obra de construção.
barandilla-universidad-valencia-edificio
barandilla elytra

As diferenças entre todas essas normas obrigam a ter muito claro o tipo de aplicação em que se vai trabalhar antes de montar o correspondente corrimão.

Que normativa aplicamos em Elytra?

Em Elytra optamos por seguir a norma de aplicação industrial ISO 14.122-3.

Esta norma estabelece que:

  • A altura mínima do corrimão deve ser de 110 cm.
  • Os espaços entre tubos não podem exceder 50 cm.
  • Se o edifício não possui nenhum muro parapeito, deverá instalar-se o corrimão com rodapé, devendo este ter, como mínimo, 10 cm de altura.
  • A distância máxima entre os montantes do corrimão é de 1,5 metros.
  • No que respeita à carga, a resistência mínima que deve suportar é de 300 Nm.

Tipos de corrimões

Estes são os diferentes tipos de instalação de corrimão que levamos a cabo em Elytra:

Corrimão Autoportante ou Contrapesado

Corrimão de fixação à chapa

Corrimão de fixação à parede ou ao solo

Corrimão Autoportante ou Contrapesado

Barandillas autoportantes contrapesadas elytra

É o tipo que instalamos mais frequentemente em Elytra.
Trata-se de um corrimão que se monta e instala sem que seja necessário perfurar solos ou paredes.
A melhor forma de garantir a estanqueidade de um telhado.

Corrimão de fixação à chapa

É uma modalidade de peitoril que permite fixar o corrimão diretamente a um telhado de chapa, em situações em que seria complicado chegar à estrutura interior para fixar os montantes do corrimão. Desta forma a montagem pode realizar-se com rapidez, sem comprometer a segurança.

Corrimão de fixação à parede ou ao solo

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É o tipo de instalação mais habitual. O corrimão é montado fixando-o ao solo (superfície horizontal) ou à parede (superfície vertical).
É a opção de instalação mais económica.

No que diz respeito ao poste vertical que integra o que, em Elytra, denominamos o montante do corrimão, também existem diversas variantes:

Corrimão com montante reto

Corrimão com montante inclinado ou curvo

Corrimão rebatível

Corrimão com montante reto

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Por ser a variante mais económica, é o tipo de montante que mais instalamos

Corrimão com montante inclinado ou curvo

Este tipo de montantes permite recuar o tubo superior do corrimão para dentro, ficando assim o corrimão oculto.
Esta solução resulta interessante em projetos nos quais se pretenda proteger a estética dos edifícios

Corrimão rebatível

Esta variante pode contar com montante inclinado, curvo ou reto, e com os tipos de montagem atrás mencionados. Trata-se de uma modalidade de corrimão raramente instalada, pelo seu elevado preço.
Normalmente é uma opção que se instala para salvaguardar a estética de um edifício.

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Passarelas

No caso das passarelas, além das disposições da secção 2 da já mencionada norma ISO14.122, existe outra norma, a EN516, que regula os acessórios prefabricados para coberturas, em que se incluem também as passarelas.

EN ISO 14.122-3

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No que se refere às passarelas reguladas pela mesma norma, EN14.122-3, cabe mencionar as seguintes especificações:

  • Largura mínima da passarela:
    • Mínima: 600 mm.
    • Recomendada: 800 mm.
    • Quando utilizada conjuntamente por várias pessoas: 1000 mm.
  • Altura mínima da plataforma ao teto: 2100 mm.
  • Se a altura de queda da plataforma ao solo superar os 500 mm, devem instalar-se parapeitos (corrimões).
  • No que respeita ao solo, este deve:
    • Permitir o escorrimento dos líquidos, para
    • evitar a formação de charcos resvaladiços.
    • A diferença de altura entre os elementos que o integram não deve ser superior a 4 mm.

EN 516

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Devido à aplicação a que se destinam, devem incluir degraus, que se poderão regular em função da inclinação do telhado.

A norma distingue ainda entre:

  • Classe 1:  instalações que não podem utilizar-se como pontos de ancoragem.
  • Classe 2: instalações que se podem utilizar como pontos de ancoragem com a queda.
    Devido à existência desta classe, as exigências de resistência estabelecidas por esta norma são mais estritas que as mencionadas na ISO 14.122-3. A norma estabelece também como devem ser as passarelas equipadas com pontos de ancoragem, embora não dedique nenhuma menção aos corrimões.

Quanto à largura da plataforma, as passarelas para as coberturas serão mais estreitas, devendo ter uma largura mínima de 400 mm.

Tipos de passarela

Em função da aplicação, e do lugar em que sejam instaladas, as passarelas poderão ser de diferentes tipos ou classes.

Passarelas com corrimões

A solução mais completa. Devem instalar-se com corrimão de um ou de ambos os lados.
A passarela pode ser plana, ou incluir degraus, em função da inclinação .

Passarelas com linhas de vida

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Nem sempre resulta útil montar passarelas com corrimões de ambos os lados. Por vezes será necessário, além de circular pela plataforma, alcançar mais lugares.
Nestes casos, a opção mais lógica é trabalhar com linhas de vida.