Linhas de vida verticais

Reguladas segundo a norma EN 353, as linhas de vida verticais são sistemas antiqueda constituídos por um cabo, varão ou corda ao qual é fixado um "dispositivo antiqueda deslizante" ou dispositivo de deslocação que proporcionará proteção para movimentos verticais que impliquem o risco de queda.

Quase todos estes tipos de linhas de vida verticais são instalados como adaptação de escadas existentes e em escadas novos que incorporam a linha de vida.

Normativa: Classes

A regulação das linhas de vida verticais é definida em duas seções da norma EN 353: da EN 353-1 e da EN 353-2.

EN 353-1 Linhas verticais rígidas

Linhas verticais rígidas

EN 353-2 Linhas verticais flexíveis

Linhas verticais flexíveis

A primeira, a norma EN 353-1, regula as "linhas de ancoragem rígidas", ao passo que a segunda, a norma EN 353-2, regula as denominadas "linhas de ancoragem flexíveis".

Linhas de Vida Rígidas vs. Flexíveis: diferenças entre a norma EN 795 e a norma EN 353.

A classificação de linhas rígidas e flexíveis feita pela norma EN 353 é diferente da feita pela norma EN 795 no caso das linhas horizontais.

Na norma EN 795, o uso do cabo implica:

  • Que a linha de vida seja considerada flexível.
  • E, como consequência, a obrigação de fazer cálculos para determinar a distância livre mínima.

Na norma EN 353, por sua vez:

  • Que seja fabricada em cabo, não resulta em que a linha tenha de ser flexível.
  • Não exige o cálculo da distância livre da queda.

EN 353: Norma de cumprimento obrigatório

Modificações da EN 353

Felizmente, as seções 1 e 2 da norma EN 353 são normas de cumprimento obrigatório na União Europeia e, consequentemente, devem ostentar a marcação CE.

Isto é indicado pelo Instituto Nacional de Segurança e Higiene no Trabalho INSHT neste documento.

Modificações da EN 353

normativa-lineas-de-vida-verticales-elytra

A norma EN 353-2 manteve-se inalterada desde a sua promulgação em 1992, uma vez que foi modificada apenas em 2002. Por outro lado, a noema EN 353-1, foi alterada noutra ocasião.

O motivo dessa mudança deveu-se a um acidente fatal causado pelo mau funcionamento do dispositivo de deslocação na Inglaterra. Era uma linha de vida vertical certificada de acordo com a norma EN 353-1.

  1. Foi um tipo de queda que não estava no âmbito dos testes exigidos para a certificação deste tipo de linhas.
  2. Após a queda mortal, o Reino Unido apresentou uma queixa formal que terminou com a redação de um rascunho em 2012.
  3. O processo terminou com a publicação do regulamento em 2014, que aumenta o número de testes a realizar nos dispositivo de deslocação e torna as normais mais restritivas.

O cabo de aço na norma EN 353

O número de utilizadores na norma EN 353

As linhas verticais compostas por varões de ancoragem são reguladas na norma EN 353-1 e as da corda na EN 353-2. No entanto, as linhas de vida em cabo de aço podem ser ao mesmo tempo rígidas e flexíveis.

Saber mais
La EN 353-1 establece que las líneas rígidas pueden ser fabricadas en cable de acero o en rieles. Las líneas de cable para que sean EN 353-1 deberán:
  • Ser de un diámetro mínimo de 8mm.
  • Podrán ser tanto de acero inoxidable como de galvanizado.
La EN 353-2 en cambio dice que “Una línea de anclaje flexible debe estar constituida por una cuerda de fibras sintéticas o un cable metálico”. Y sólo añade que el material debe cumplir los apartados 4.2.2 y 3 de la EN 354.

O número de utilizadores na norma EN 353

dos-usuarios-elytra-lineas-de-vida-verticales

Tal como a norma EN 795:2012 regula os dispositivos de ancoragem para uso por uma única pessoa, nenhuma das duas secções da norma EN 353 faz qualquer referência menção a esta matéria.

Saber mais
No sabemos, por tanto, si la EN 353 es para líneas de vida que sean utilizadas por una sola persona o pueden ser utilizadas por más usuarios conjuntamente. En caso de tener dudas al respecto habrá que ver qué dice cada fabricante en cada caso.

Diferenças entre as normas EN 353-1 e EN 353-2

Em nossa opinião, a diferença mais importante entre a norma EN 353-1 e a EN 353-2 está na consideração de conjunto ou subsistema.

Existe também a questão dos testes de carga aos quais os dispositivo de deslocação são submetidos e que, no caso da primeira secção, são testes mais restritivos.

Explicamos abaixo:

O conjunto, EN 353-1, vs. Os subsistemas, EN 353-2.

O bloqueio do dispositivo de deslocação: A norma EN 353-1 vs. a norma EN 353-2

A norma EN 353-1 estabelece que o cabo ou varão e o elemento deslizante ou o dispositivo de deslocação, são um conjunto inseparável. Portanto, todos os elementos dessas linhas estão ligados e não podem ser dissociados.

Por isso, neste caso não é possível não é possível incorporar qualquer dispositivo de deslocação na linha de vida. Cada linha deve ser certificada como uma unidade que compreende o conjunto das suas partes.

Por outro lado, a norma EN 353-2 trata os componentes da linha como subsistemas ou partes dissociadas umas das outras. Assim, os elementos deslizantes (os dispositivo de deslocação), a linha de ancoragem flexível e o ponto de ancoragem a partir do qual a linha parte são elementos separados da linha de ancoragem flexível.

Uma consequência deste tratamento é estas partes poderem ser certificadas independentemente como tal, no âmbito desta norma, e isto não será um obstáculo para serem reconhecidos como sistemas antiqueda incluídos na norma EN 363.

O bloqueio do dispositivo de deslocação: A norma EN 353-1 vs. a norma EN 353-2

Como resultado da queda de mortal acima referida, que demonstrou que a norma EN 353-1 não abrangia todas as situações de queda que podem ocorrer na realidade, a norma foi revista e foram implementadas mudanças com vista à sua melhoria.

Quase todas as mudanças, se não todas, centraram-se na introdução de novos testes relacionados com o funcionamento do dispositivo de deslocação da linha. Desta forma, foram introduzidos mais testes a realizar aos dispositivo de deslocação.

O resultado é que a norma EN 353-1:2014 representa uma melhoria relativamente às normas padrões anteriores porque aumenta o número de testes exigidos para a aprovação de sistemas verticais "rígidos" e os testes anteriores são muito mais restritivos do que aqueles observados para a norma EN 353-2 e para as versões anteriores da norma EN 353-1.

Aplicações das linhas de vida verticais

Poços de saneamento e câmaras de visita

Torres de telecomunicações

As tampas de acesso aos esgotos exigem módulos de acesso específicos.

Além disso, devido à elevada corrosão produzida neste tipo de ambiente e ao risco de explosão existente, recomenda-se a instalação deste tipo de linhas de vida fabricada numa liga específica de aço inoxidável AISI 316 IT reguladas na norma EN 1.4571

Torres de telecomunicações

torres-de-telecomunicaciones-lineas-de-vida-verticales-elytra

As torres de telecomunicações exigem trabalhos de manutenção constante.

Estas são escadas com uma enorme extensão nas quais é necessário configurar plataformas de descanso segundo os intervalos indicados na norma.

Por vezes, os clientes solicitam a montagem do perfil diretamente na estrutura, algo que a Elytra não recomenda.

Instalação de linhas de vida em escadas existentes em instalações industriais

Instalação de escadas completas em instalações industriais

linea-de-vida-vertical-rigida-33

Talvez seja a aplicação mais comum para nós no momento da instalação de montar linhas verticais.

Implica equipar uma escada existente com uma linha de vida. É necessário considerar a largura da escada e prever como será a saída. O tipo de instalação da linha depende da sua configuração.

Instalação de escadas completas em instalações industriais

Esta é outra variante da mesma aplicação. Neste caso, é uma questão de instalar uma nova escada que inclui a linha de vida.

É o mais simples quando o cliente exige a instalação de uma nova escada. No entanto, não faz sentido proceder à sua instalação quando a escada existente está em boas condições.

Linea de Vida Vertical Rigida Apaisada web

Outros tópicos de interesse sobre linhas de vida verticais

As linhas de vida verticais e o metro de saída

Inspeção vs. Substituição da linha em caso de queda

Obsoleta e não instalada em muitos casos, a linha de saída da linha de vida é um ponto crítico e deve ser a área com melhor proteção;

  • É o ponto em que o operador tem de se soltar da linha.
  • E encontra-se no local mais perigoso para fazê-lo.

A sua instalação num suporte é complexa já que as alavancas que projeta relativamente aos pontos de fixação dos degraus abaixo são de grandes dimensões.

Isto requer a montagem de um poste de reforço que é geralmente instalado atrás da escada.

evacuacion-elytra-lineas-de-vida-verticales

As linhas de vida rígidas compostas por varões são obviamente mais dispendiosas do que as que utilizam cabos de aço. Mas até determinado momento.

A queda deforma o cabo e, regra geral, terá que ser substituído por um novo.

Esta substituição, acrescida da substituição dos restantes componentes danificados pela queda, resulta que o custo de todas as reparações nessa linha de cabo seja superior ao custo da instalação de uma linha de vida rígida que não se deforma com a queda e que não sofrerá danos.

Neste caso, a máxima que dita que "o barato sai carro" faz todo o sentido.

Quadro de resumo

Para concluir este capítulo, segue-se um quadro que resume as diferenças entre as duas secções da norma que consideramos úteis para fazer uma comparação rápida entre ambas:

EN 353-1EN 353-2
DATA DE APROVAÇÃO1.9931.993
REVISÕES2.002
2.014
2.002
-
NORMA DE CUMPRIMENTO OBRIGATÓRIO
FIXAÇÃO SUPERIORO QUE FOR CONSIDERADO ADEQUADOPONTO DE ANCORAGEM
FIXAÇÃO INFERIORSIMUM LASTRO É SUFICIENTE
CONJUNTOO dispositivo de deslocação e a linha de vida formam um conjuntoO dispositivo de deslocação e a linha não formam um conjunto
MATERIAIS POSSÍVEISCabo metálico (superior a 8 MM) / VARÃOCabo / Corda Têxtil